Ministério da Saúde busca reduzir índice de prematuros

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Por bebe.com.br

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de divulgar um relatório sobre a prematuridade no mundo. 15 milhões de bebês nascem antes da hora anualmente. Segundo o documento, o Brasil aparece na 10ª posição, com 279,3 mil partos de prematuros por ano, o que corresponde a 9,2% do total de nascimentos no país.

 O aumento das taxas de prematuridade foi um dos motivos que levou o Ministério da Saúde a lançar, no ano passado, a estratégia Rede Cegonha, partindo da premissa de que um pré-natal de qualidade é capaz de reduzir esses índices.

 Segundo o levantamento da OMS, a taxa de nascimentos prematuros do Brasil é igual a da Alemanha e inferior a dos Estados Unidos, que está na faixa de 12% de bebês nascidos antes da hora. O levantamento contou com diversas fontes, como agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e Organizações não Governamentais (ONGs).

 Ainda de acordo com o relatório da OMS, nos países mais desenvolvidos, o crescimento no número de nascimentos prematuros está ligado à gestação em idade avançada e ao aumento no uso de medicamentos para a fertilidade, o que não raro resulta em gravidez múltipla.

 Além disso, induções médicas desnecessárias e cesarianas antes do tempo têm acelerado a vinda dos bebês ao mundo.

 REDE CEGONHA – A iniciativa se propõe a organizar o cuidado às gestantes por meio de uma rede qualificada de atenção obstétrica e neonatal. “Como o crescimento das taxas de prematuridade está diretamente ligada ao aumento da taxa de cesarianas, a Rede Cegonha veio justamente para mudar esse modelo de atenção obstétrica no Brasil”, explica o diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Dário Frederico Pasche.

 Além disso, a questão da prematuridade é um dos quatro temas de discussão e estudo permanente do Comitê de Especialistas da Rede Cegonha, que assessora o Ministério da Saúde. Outra ação é a parceria do Ministério da Saúde e a Fundação Bill & Melinda Gates, que lançará um edital internacional para, entre outras questões, analisar e sugerir medidas que previnam o nascimento prematuro e prover um melhor cuidado aos recém-nascidos que nascem antes da hora.

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