Asma: Não deixe esta doença acabar com a brincadeira

quinta-feira, 19 de julho de 2012


Fazer tratamento preventivo e eliminar agentes alergênicos são formas de controlar a doença


Juliana Carneiro, psicóloga, 34 anos, começou a achar que sua filha, Maria Eduarda, então com 2 anos e hoje com 5, tinha crises de tosse quando corria com as amiguinhas. "Chegou uma hora em que ela não brincava de mais nada que exigisse fôlego", lembra Juliana. Não demorou muito para Maria Eduarda ser diagnosticada com asma. Quando tirou a chupeta, por volta dos 3 anos, teve sua pior crise. Assustada, Juliana resolveu procurar um especialista.


Sintomas e causas
No Brasil, ocorrem cerca de 350 mil internações por asma anualmente. A doença é um distúrbio inflamatório crônico nas vias aéreas e os sintomas mais frequentes são tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito. Costuma piorar no início da manhã e durante a noite4. A maioria dos especialistas considera a asma noturna um sinal de tratamento inadequado da asma persistente. De causa desconhecida, sabe-se apenas que a asma é mais frequente em crianças com histórico da doença na família ou que tiveram exposição à fumaça de tabaco na infância ou no útero4. Por isso, nunca é demais lembrar que é altamente contraindicado o fumo na gestação e próximo de crianças pequenas. Pessoas expostas à poluição e à proximidade com elementos alérgenos ficam mais suscetíveis.

Controle
Como a doença não tem cura, o ideal é mantê-la sob controle, com a ajuda de algumas mudanças de conduta e orientação médica. Pode ser dividida em quatro níveis diferentes de intensidade: intermitente (sintomas ocasionais), persistente (sintomas podem atrapalhar o sono e a rotina, mas sem prejuízo à função pulmonar), moderada persistente (interfere muito no sono e nas atividades diárias) e persistente severa (sintomas contínuos que limitam atividades físicas e não deixam a pessoa dormir)4.

Depois de diagnosticada, Maria Eduarda passou a fazer um tratamento preventivo e hoje tem a doença controlada. Juliana explica o que funcionou para elas: "fazer o tratamento sério, fora das crises, e começar a natação, além de eliminar pelúcias e lavar com mais frequência cortinas, almofadas e tapetes". Os pediatras recomendam aos asmáticos evitarem ao máximo o contato com artigos que acumulam poeira, que podem causar também alergias e rinite. No caso de Maria Eduarda, ainda há a agravante da fumaça, pois ela mora próximo de zonas rurais, onde há queimada de cana, um grande inimigo para a asma. Mas, atualmente, graças ao tratamento preventivo que fizeram, suas crises estão controladas e a menina não tem mais medo de brincar de pega-pega.


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