Doenças que chegam com o inverno - Parte I

domingo, 1 de julho de 2012

Por Adriana Toledo para bebe.com.br
Dificilmente os pequenos escapam ilesos da estação do frio, sem um ou outro probleminha respiratório, como gripe, asma e até bronquiolite... O segredo é atenuar o mal-estar e prevenir complicações

Cof, atchiiim, brrrr....Mal despenca a temperatura e a sinfonia de tosses e espirros anuncia a temporada de encrencas para a saúde das crianças - e de noites em claro para os pais. Apesar do incômodo tremendo, esses episódios não costumam ser grandes motivos de preocupação, desde que detectados e tratados precocemente. “Controlá-los em estágio inicial é importante para evitar que se compliquem ou minem o sistema de defesa do organismo, abrindo a guarda para infecções secundárias mais graves, como a pneumonia”, exemplifica a pediatra e pneumologista Simone Aguiar, do Hospital Samaritano, em São Paulo.

Os problemas mais comuns
No rol das enfermidades mais prevalentes na estação do frio estão as crises alérgicas, como asma e rinite. O sistema imunológico de pessoas geneticamente propensas reage exageradamente a agentes que não são potencialmente nocivos. “E nessa época do ano, o confinamento em ambientes fechados; o pó doméstico; a queda na umidade relativa do ar; os ácaros acumulados em cobertores, edredons e agasalhos de lã guardados precipitam esses quadros”, enumera o imunologista pediátrico Antonio Zuliani, professor de alergia e imunologia na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Botucatu, no interior paulista. As janelas lacradas e a aglomeração de pessoas também favorece a transmissão de micro-organismos, o que se traduz em infecções virais como a bronquiolite e a gripe.

Para que ameaça não pegue de surpresa, conheça os principais males que espreitam os pequenos nos meses frios e suas manifestações mais comuns:

Bronquiolite
Fase em que é mais comum
Bebês

Características
É responsável por cerca de 70% das internações de crianças por problemas respiratórios. Inicia-se como uma infecção de vias aéreas e, três a cinco dias depois, surge dificuldade respiratória e chiados no peito, resultantes de tosses com catarro. A criança pode apresentar febre baixa e expelir bastante muco pelo nariz.

Tem vacina?
Existe uma terapia à base de anticorpos monoclonais que previne em até 90% o problema. Mas, o tratamento só é indicado em casos específicos, como prematuridade, cardiopatia e hipertensão pulmonar.

Tratamento
É feito à base de inalações com soro fisiológico, que ajuda a liberar as correntes de ar. Já a água e o leite materno, por sua vez, evitam a desidratação. Nos casos mais complicados, uma intervenção médica mais rigorosa pode ser necessária.


Como evitar
Para que as crianças não se tornem vítimas, a saída é resguardá-las dos fatores de risco. “Coloque edredons, cobertores e roupas de lã ao sol, antes de utilizá-los, para eliminar os ácaros. Umidifique o ar, afaste os pequenos da fumaça de cigarro,  mantenha o ambiente limpo com um pano úmido e evite lugares fechados”, aconselha Zuliani. Essas recomendações valem em dobro para os pequenos alérgicos.

Outros hábitos positivos ajudam a reforçar as defesas contra o ataque inimigo, segundo o médico. “Estimule seu filho a ingerir bastante líquido, consumir alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, acerola e caju, aplicar soro fisiológico no nariz, praticar atividade física ao ar livre e lavar as mãos com água e sabão frequentemente e sempre que entrar em contato com locais por onde circula muita gente”.

Outra precaução que merece destaque são as vacinas. Certifique-se de que a imunização dos pequenos contra gripe e pneumococos-- bactérias que mais frequentemente deflagram pneumonia entre 1 a 5 anos de idade-- esteja sempre em dia.

Se apesar de tantos cuidados um inconveniente desses atacar seu filhote, a ordem é consultar um especialista, sem perder tempo. “Nunca negligencie sintomas comom tosse persistente e chiado no peito, por exemplo. Eles podem indicar doenças mais sérias, como bronquiolite que, sem uma intervenção adequada, pode evoluir para insuficiência respiratória ou predispor a criança à problemas alérgicos no futuro”, alerta a pediatra e neonatologista Claudia Tanuri, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.

Asma
Fase em que é mais comum
Pode ocorrer em qualquer idade

Características
Chiado no peito, falta de ar, tosse seca, chiado e opressão no peito. A crise é ativada por reação alérgica e consiste na inflamação dos bronquíolos, acompanhada por aumento na produção de muco, o que compromete a respiração.

Tem vacina?
Não

Tratamento
Por se tratar de um problema crônico, assim que o pediatra detectar a doença  é recomendado consultar um especialista. Os médicos costumam orientar como proceder em caso de um episódio doméstico e esclarece quando se dirigir ao pronto-socorro. Eles também recomendam evitar contato com os agentes que desencadeiam as alergias e, dependendo da gravidade do caso, prescrevem medicamentos como anti-inflamatórios e dilatadores dos brônquios.


Como evitar
Para que as crianças não se tornem vítimas, a saída é resguardá-las dos fatores de risco. “Coloque edredons, cobertores e roupas de lã ao sol, antes de utilizá-los, para eliminar os ácaros. Umidifique o ar, afaste os pequenos da fumaça de cigarro,  mantenha o ambiente limpo com um pano úmido e evite lugares fechados”, aconselha Zuliani. Essas recomendações valem em dobro para os pequenos alérgicos.

Outros hábitos positivos ajudam a reforçar as defesas contra o ataque inimigo, segundo o médico. “Estimule seu filho a ingerir bastante líquido, consumir alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, acerola e caju, aplicar soro fisiológico no nariz, praticar atividade física ao ar livre e lavar as mãos com água e sabão frequentemente e sempre que entrar em contato com locais por onde circula muita gente”.

Outra precaução que merece destaque são as vacinas. Certifique-se de que a imunização dos pequenos contra gripe e pneumococos-- bactérias que mais frequentemente deflagram pneumonia entre 1 a 5 anos de idade-- esteja sempre em dia.

Se apesar de tantos cuidados um inconveniente desses atacar seu filhote, a ordem é consultar um especialista, sem perder tempo. “Nunca negligencie sintomas comom tosse persistente e chiado no peito, por exemplo. Eles podem indicar doenças mais sérias, como bronquiolite que, sem uma intervenção adequada, pode evoluir para insuficiência respiratória ou predispor a criança à problemas alérgicos no futuro”, alerta a pediatra e neonatologista Claudia Tanuri, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.

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