Os novos pais

sábado, 1 de junho de 2013

Por Natura Mamãe e Bebê para bebe.com.br

Mudanças no trabalho ou na rotina é o jeito que eles encontram para participar mais da criação dos herdeiros

Já falamos sobre como as mulheres vem adaptando suas jornadas de trabalho para passarem mais tempo com os filhos pequenos. No entanto, o processo de adequação não é exclusividade delas! Os pais modernos querem cada vez mais participar do dia a dia dos filhos e, à sua maneira, encontram formas de conciliar trabalho e paternidade. Eles não sofrem o drama da separação que acomete mães e bebês ao fim da licença-maternidade, mas se engana quem acha que pai não fica com coração apertado quando está no trabalho. A necessidade deles não é de nutrir a cria, mas de estar próximo e ajudar. 

Felipe Prado, 35 anos, consultor de tecnologia, é um exemplo de como os homens mudam suas dinâmicas por causa dos filhos. Ele trocou de emprego para poder curtir a infância de Nando, hoje com 8 anos. "Eu trabalhava em consultoria e viajava toda semana. Senti muito forte a necessidade de ficar mais ao lado do meu filho e de minha esposa. Saí do mercado de consultoria e fui trabalhar do outro lado do balcão, como cliente, para poder estar mais com Nando. Agora saio sempre às 18h e busco meu filho na escola todos os dias". 

Mudar de emprego ou mudar de atitude? 
Rodrigo Garcia, 36 anos, professor, já planeja uma grande mudança na agenda para poder estar com Giovanna, de apenas dois meses. "estou me organizando para ter um dia livre durante a semana para ela". Rodrigo está, inclusive, revendo seu planejamento financeiro: "agora busco um mentor financeiro que tenha filhos, para me orientar em relação a investimentos conhecendo a minha realidade de pai de família", explica. 

Às vezes basta uma mudança de atitude para encaixar mais tempo com os filhos. Deixar de trabalhar aos finais de semana, mudar o horário da academia ou mesmo assumir novas rotinas na casa para ficar mais perto das crias são opções. 

Tiago Martinez, empresário, sempre precisou viajar muito, mas agora, que é pai de duas meninas, Maria Luiza, de 3 anos e Helena, de 1 ano, agenda as viagens conciliando com os compromissos da família. Além disso, só marca reuniões para depois das 9h, para participar da rotina matinal e deixar a mais velha na escola. E ao chegar em casa, se dedica integralmente às meninas, retomando o trabalho no computador depois que elas dormem. 

É cansativo, mas eles não se arrependem. Tiago diz que é gratificante estar com as filhas e que sente que sua presença as deixa mais seguras. Felipe também percebe consequências positivas: "hoje tenho uma participação mais efetiva como pai e marido, uma vez que estou em casa todos os dias". 

Em meio às obrigações cotidianas, eles vão encontrando seu espaço e estão cada vez mais presentes empurrando o carrinho no supermercado – acompanhados de seus filhos – nas reuniões da escola ou nos parques e praças. São pais que estão confortáveis em revezar turnos com as esposas. O saldo de ganhos não é apenas para os filhos, mas para todos. Por estarem mais próximos, os pais passam a entender melhor as crianças, criam um nível maior de intimidade e cumplicidade e encontram mais prazer em sua companhia. 

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