Adoção tardia: amor sem idade

sábado, 27 de julho de 2013

Por Camila Lafratta para bebe.com.br

Conversamos com especialistas no assunto e com pais e mães que adotaram crianças com mais de 3 anos de idade sobre como é o processo de adoção conhecida como tardia.

“Ela veio para nossa casa trazendo em sua bagagem muitas lembranças, que foram incorporadas às nossas.”

“Já tínhamos a certeza no coração de que era ela a nossa filha e estava apenas nos esperando chegar.”

“Filho a gente não escolhe. Tenho certeza de que, desde o momento em que ele nasceu, ele já era meu.”

As frases acima fazem parte dos relatos de três pais e mães que decidiram expandir suas famílias optando pela adoção tardia. Embora não seja um conceito formal, considera-se tardia a adoção de crianças que já tenham uma percepção maior de si, do outro e do mundo. O critério é vago, mas a estimativa é a partir dos 3 anos de idade. No entanto, para a psicóloga Marcia Porto Ferreira, coordenadora do Grupo Acesso do Instituto Sedes Sapientiae, esse termo deve ser utilizado com cautela: “Esse é um nome que já reafirma um padrão de família tradicional: um pai, uma mãe e um bebê” atenta ela. “Essa família não é mais a norma, mas, mesmo assim, você continua com uma fila enorme de candidatos que só querem bebês. Enquanto isso, outras crianças vão sendo deixadas de lado.”

A afirmação de Márcia é confirmada pelos números: segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), existem atualmente cerca de 5.500 crianças e adolescentes aptos a serem adotados, além de quase 40.000 que residem em abrigos, mas ainda não foram registrados por não terem se desvinculado totalmente das famílias biológicas. Do outro lado, 29.535 pessoas estão computadas como pretendentes para adotar uma criança. O perfil mais procurado por elas? Bebês brancos e sem irmãos. A porcentagem dos candidatos que aceitam crianças por idade vai caindo gradativamente e, dos 8 anos em diante, passa a ser de menos de 1%.

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