2012 SUCESSO!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

by Veuve Clicquot

Este ano foi um dos melhores anos. Ano de muito sucesso, e sem dúvidas a rede de amigos foi importante para tal. Agradecer e agradecer, retribuir a amizade de todos. Muitos passaram por aqui, conheci pessoas maravilhosas... Entretanto, quero aqui expressar minhas considerações a três, muito importantes que trouxeram várias outras:

1 - Dra. Márcia Rodovalho ---> Dra. Annelise Rodovalho;

2 - Dra. Lorena Posse --->Fabiana Fonseca --->Victor Fonseca;

3- Dra. Camila de Freitas ---> Amanda Accioli Salusse ---> Parceiros A Perfect Day by Amanica Indica em Goiânia ---> Muitas mulheres empreendedoras e admiráveis.

2012 de grande sucesso!!! O melhor da vida sob as benções de DEUS!!!

Proteção solar para bebês

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Por Lila de Oliveira para www.bebe.abril.com.br

Entenda por que o uso do filtro é prejudicial nos primeiros seis meses de vida e saiba como proteger a criança do sol, sem comprometer a tranquilidade e a diversão das férias

Com a aproximação do verão, a tentação de correr para a praia ou para a piscina é grande, mas será que os pequenos já são capazes de suportar as altas temperaturas? Para os especialistas, o ideal é evitar a exposição ao sol antes de o bebê completar meio ano de vida, já que somente a partir dessa idade o uso do protetor solar é liberado.

A recomendação – da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  deve-se ao fato de que, por ser mais fina, sensível e permeável, a pele do bebê que ainda não completou seis meses está sujeita à intoxicação pelas substâncias químicas dos fotoprotetores.

Alternativas

De acordo com a coordenadora de pediatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Silmara Cestari, a fotoproteção dos recém-nascidos precisa ser garantida por chapéus e roupas apropriadas, como as de algodão e linho, preferencialmente em cores claras. A médica destaca que, no mercado brasileiro, já é possível encontrar peças feitas a partir de um tecido que diminui significativamente a penetração da radiação solar. Segundo ela, o guarda-sol não serve como alternativa. “Ele não oferece proteção adequada, pois o reflexo do sol na areia e no piso da piscina também atinge a pele”, diz..

Para o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros,  autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas – Do nascimento aos 12 meses”, é importante que essas roupas não fiquem muito justas no corpo, de modo a facilitar a circulação de ar.

Verão dentro de casa?

A pediatra Filumena Gomes,  da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que não é necessário se trancar em casa com a criança para esperar as temperaturas baixarem – inclusive porque o sol é essencial para a síntese de vitamina D, responsável pela absorção e fixação do cálcio. Ela explica que, neste primeiro semestre, 10 minutos diários de exposição, antes das 10 horas ou após as 16, são suficientes.

Para Silmara, a exposição pode ir aumentando gradativamente, até chegar a 30 minutos por dia. No início, recomenda-se manter apenas as pernas fora da área sombreada. “Aos poucos, é bom expor, também, os braços e o tronco. A cabecinha deve se manter protegida”, ensina.

Todo cuidado é pouco

Segundo o dermatologista Marcos Bonassi, de São Paulo, a ocorrência de bolhas e queimaduras graves durante a infância eleva o risco de câncer de pele na vida adulta. A superexposição aos raios também acelera o processo de envelhecimento da pele e o calor predispõe os pequenos a problemas como brotoejas e desidratação.

Viagens de carro em dias muito quentes, por exemplo, demandam cuidados extras, especialmente se o veículo não possui ar condicionado ou se um dos passageiros não se adapta bem a ele. Realize paradas frequentes, evite a incidência da radiação no bebê, vista-o com roupas leves e ofereça bastante líquido a ele.

Indesejável coceira

“O calor e a umidade podem levar à obstrução dos dutos das glândulas sudoríparas, fazendo surgir pequenas pápulas avermelhadas, as famosas brotoejas”, informa Filumena. “Elas aparecem principalmente nos bebês e vêm acompanhadas de coceira.”

Para eliminar o incômodo, os especialistas costumam prescrever anti-inflamatórios tópicos, a ingestão de líquidos e a utilização de roupas leves. “Outras dicas são evitar locais quentes, úmidos e pouco arejados e refrescar o nenê com banhos frios ou mornos.”

Hidratar sempre

Assim como o corpo do adulto, o do recém-nascido precisa permanecer hidratado. A diferença é que o bebê troca mais calor com o ambiente, o que oferece o risco de desidratação, conforme esclarece Filumena. Mudanças comportamentais, como irritabilidade e apatia, podem ser sinais de que ele está desidratado – e que, portanto, você deve procurar ajuda profissional imediatamente. O corpo da criança costuma ter diferentes reações ao problema, tais como vômitos, diarreia, ausência de lágrimas durante o choro, afundamento da moleira, palidez, resfriamento dos pés e das mãos, ressecamento dos lábios e escurecimento da urina, que pode, ainda, apresentar odor forte.

O primeiro protetor

No segundo semestre de vida, as características da pele do bebê já se aproximam das do adulto. “Sua capacidade de eliminar as substâncias químicas presentes no filtro solar aumenta e, por isso, os pais já podem lançar mão do produto”, constata Barros.

A partir daí, é necessário atentar-se a detalhes referentes à composição dos fotoprotetores. As versões infantis, geralmente, não contêm substâncias com potencial alérgico, porém, é sempre bom checar o rótulo para se certificar de que o filtro é hipoalergênico.

De acordo com Filumena, os protetores destinados à faixa etária de seis a 24 meses são os físicos, encontrados na forma de creme, e que formam uma verdadeira barreira contra a radiação. “Somente após os dois anos é recomendado o uso de filtros químicos”, diz. O fator de proteção solar – muitas vezes representado apenas pela sigla FPS – deve ser, de preferência, entre 30 e 50. “Mas, o fator 15 já é eficaz”, atesta Silmara, que recomenda índices maiores quando o nível de exposição solar for mais alto, como em viagens de barco, por exemplo.

Vale destacar que, se o contato com a radiação for frequente ou prolongado, o produto tem que ser aplicado mesmo se a criança não estiver na praia ou na piscina.

Aplicação

Deve-se passar o fotoprotetor pelo menos 30 minutos antes da exposição solar, ainda sem roupa, para que não restem áreas desprotegidas. Entre as partes do corpo que merecem maior atenção, estão a face, o tronco e os membros. “É importante não se esquecer das orelhas, do pescoço e do dorso das mãos e dos pés”, ressalta Silmara. Para os lábios, a melhor opção, na opinião da especialista, é o protetor em bastão. A reaplicação precisa ser feita a cada hora ou quando houver longa permanência na água.

Mesmo que todas essas recomendações sejam seguidas à risca, os horários considerados mais seguros para o banho de sol têm que ser respeitados, já que o filtro não confere 100% de proteção à pele.

Sobre o diário de uma mãe sincera

Semana passada estava no supermercado, vendo capas de revistas, e a Super Interessante deste mês promovia, no alto da capa: "Diário de uma mãe sincera - O que as grávidas não contam" - Edição 299 - 9 de dez/2011. Comprei a revista, afinal eu acredito que é preciso explorar de verdade o assunto maternidade, saindo dos meandros do paraíso que a sociedade prega.

Sem dúvidas, ser mãe é gratificante, uma obra do Divino. Mas, definitivamente as mulheres da minha geração não foram criadas para tal. A nossa formação é a de sermos mulheres bem sucedidas profissionalmente e financeiramente, totalmente independentes e até individualistas. Ser mãe não cabe neste pacote, ao contrário para algumas até atrapalha...

E qual é o problema em ser mãe ou não para a mulher? É questão apenas de escolha. E esta deve ser bem feita, planejada para não promover riscos e descuidos para o bebê gerado.

Diante desta pespectiva, acredito que é preciso explorar o assunto maternidade em seu bojo. Como o texto de Gisela Blanco para a revista. Na matéria a jornalista comenta as mudanças físicas/emocionais e o impactos dessas na vida da mulher contemporanea.

Mesmo para quem tem um gravidez tranquila, sem problemas, não é fácil entender que seu corpo está voltado para uma situação diferente da do trabalho agitado. As limitações provocam estresse, e angustia. O que se fazia antes com agilidade, e até mesmo após o nascimento do bebê. Muda. Como muda!

Existem pessoas que acreditam que não é interessante falar sobre os mais diversos e divergentes aspectos da gravidez, pois, afinal menos mulheres engravidarão. Ao contrário, é preciso sim, mostrar para a mulher o que é a gravidez e a maternidade em seu bojo, cabe a ela decidir juntamente com o parceiro se querem passar por esta fase da vida, se serão bons pais, e se promoverão a oportunidade de uma boa vida ao rebento. Digo boa vida, não só no sentido material, mas, principalmente e fundamentalmente, no emocional e intelectual, e até mesmo social.

Filhos são nossas escolhas, que devem ser cuidadas com todo esmero, amor, e carinho.

É importante falar sim sobre a maternidade, que não é só o paraíso pintando por aí. Veja a grande preocupação com a questão do aleitamento materno... Por que será???

Felicidades a Mothern Kalyta

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Começo a segunda, pós Natal com muitos presentes chegando. Primeiro o Making Off da Voarte Filmes, para o A Perfect Day by Amandica Indica.... e agora uma notícia maravilhosa da família Kalyta, Bruno e Murilo, grandes colaboradores do Patricia Finotti Opinião: ganharemos sobrinho em 2012...
Kalyta, Bruno e Murilo estamos muito felizes com a chegada do bebê... Felicidades e 2012 com muito amor e saúde.

Milhares de beijos .....

Saldão de Natal Planeta Sonho

Um presente de fim de ano A Perfect Day by Amandica Indica em Goiânia: Voarte Filmes

Conheço o trabalho de Bira Cosme - Voarte Filme - há cerca de 15 quinze anos, e desde então tem trazido inovações para o mercado de filmes de eventos. Em 2008 nos reencontramos no casamento dos meus cunhados, quando ele soube bem retratar o casal com sua marca exclusiva de trabalho, do making off a Lua de Mel no eixo Buenos Aires-Orlando. No ano seguinte, foi a vez de Bira e equipe mostrar os melhores momentos de Denyse e Alexandre, meus primos queridos, o qual já escrevi sobre o evento deles para o Amandica Indica, da minha amiga Amanda Accioli Salusse.
Para o A Perfect Day by Amandica Indica em Goiânia, eu tive o privilégio de ter a minha proposta aceita por Bira Cosme e equipe Voarte Filmes, que através de criatividade e inovação na produção de filmes, apresenta:

Natal ...

domingo, 25 de dezembro de 2011

Hoje é Natal e mais que merecido será este recesso de domingo.

Nesta próxima semana que antecede o inicio de 2012, trabalharei muito, para preparar as novidades do Patricia Finotti Opinião para todos que aqui prestigiam me.

Tenho certeza que serão novidades que ajudarão muito todas nós Motherns.

Mais uma vez obrigada por estarem aqui comigo, compartilhando nossa doce jornada de sermos mães.

Para facilitar a digestão da grávida

sábado, 24 de dezembro de 2011

Por Gestantes e Crianças (www.trigoesaude.com.br)

O abacaxi é bem-vindo ao prato da grávida

Durante a gestação, não é raro surgir um mal-estar após as refeições. Nas primeiras semanas, são as alterações hormonais as maiores culpadas por enjoos e náuseas. E, passados alguns meses, quando a barriga atinge grandes proporções, órgãos como o estômago e o intestino sentem o peso.

Uma dica valiosa para afastar esses desconfortos é fracionar a alimentação, ou seja, comer porções menores com intervalos mais curtos de tempo entre o café da manhã, os lanches, o almoço e o jantar.

Também existem alimentos que são grandes aliados. O abacaxi é um deles. É que ele contém uma substância chamada bromelina, que facilita a digestão.

Confira uma receita que contém a fruta e foi desenvolvida pela nutricionista Vanderlí Marchiori.

Sanduíche com abacaxi

Rende 1 lanche de 283 calorias

Ingredientes

2 colheres de sopa de ricota
1 pitada de sal
1 colher de chá de cheiro-verde picado
50 g de peito de frango cozido e desfiado
1 colher de chá de maionese light
2 colheres de sopa de cenoura ralada
2 fatias finas de abacaxi picado
1 pão sírio de 50 g
1 folha de alface

Modo de preparo

Temperar a ricota com sal e cheiro-verde.
Preparar uma pasta com a mistura de ricota, frango, maionese, cenoura e abacaxi.
Rechear o pão e colocar a alface.

A história do bom velhinho

Por Adriana Toledo para www.bebe.abril.com.br

O personagem que deu origem à crença no Papai Noel e as lendas que envolvem as roupas, os personagens e as tradições natalinas

O verdadeiro Papai Noel

Barba branca e comprida, roupa vermelha, gorro na cabeça, um recheado saco de presentes nas costas e um olhar doce e acolhedor - quem é que nunca sonhou em flagrar esse personagem entrando pela chaminé, na noite de Natal? Hoje em dia, crianças dos quatro cantos do planeta acreditam em Papai Noel, mas foi só no século IV que sua história se tornou conhecida.Quem deu origem à famosa lenda foi o bispo Nicolau - mais tarde cultuado pela Igreja Católica como São Nicolau de Mira. "Ele vivia na região da Lícia, na atual Turquia, e era conhecido por ser um homem muito bondoso. Praticava muita caridade, mas preferia o anonimato", conta Evaristo de Miranda, autor do livro Guia de Curiosidades Católicas (Editora Vozes) e diretor do Instituto Ciência e Fé, de Curitiba, no Paraná.

E, tal como o Papai Noel das histórias de hoje em dia, São Nicolau tinha o costume de carregar um saco cheio de presentes. "Ele saía pelas ruas distribuindo para crianças e adultos", diz o pesquisador. O bondoso bispo Nicolau deu origem a muitos costumes envolvendo a figura do Bom Velhinho. É o caso da tradição de colocar uma meia na chaminé, na expectativa de que ela amanheça recheada com algum presente.

"Tudo começou com uma moça turca que queria muito se casar e, por ser de uma família muito pobre, não podia oferecer um dote ao seu pretendente", explica Evaristo. Sabendo dessa dificuldade, São Nicolau resolveu ajudá-la doando três sacos de moedas de ouro. Adivinhe o que o bispo fez para entregar o dinheiro? "Ele resolveu jogar as moedas pela chaminé, para que o dinheiro ficasse seguro no interior da casa", revela o pesquisador. Coincidentemente, o presente caiu dentro de um sapato que estava ali próximo. Foi por esse motivo que as pessoas passaram a colocar um calçado ou uma meia nesse local da casa, sempre com a esperança de ter uma sorte parecida com a da jovem.

Daí também surgiu outra crença, a de que Noel, sempre discreto, preferiria entrar na calada da noite, sem ninguém vê-lo - e, claro, pela chaminé das casas em vez de bater na porta da frente. São Nicolau de Mira se tornou ainda mais conhecido depois de sua morte, por volta do ano 343, quando vários milagres passaram a ser atribuídos a ele. "Os marinheiros em apuros o invocavam e diziam ter conseguido escapar de naufrágios com a sua ajuda", diz Evaristo. No século IX o bispo passou ser cultuado como santo pelos católicos e se tornou muito querido especialmente nos países do Leste Europeu. Sua história foi transmitida de geração a geração e se disseminou pelo mundo, inspirando a lenda que tanto encanta grandes e pequenos.

De Noel a Santa Claus

A história do Bom Velhinho se transformou com o passar do tempo. Cada vez que era recontada, novos elementos eram acrescentados. Veja o significado de cada um deles

A roupa vermelha

A imagem de um homem idoso, corpulento, trajando roupa vermelha, tem uma origem. "Alguns estudos indicam que essas vestes fazem referência um antigo traje episcopal usado pelo próprio São Nicolau", explica o filósofo e teólogo Francisco Netto, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Essa cor, durante muito tempo, indicava a função de bispo. Já a barba branca e o corpo robusto podem ser interpretados como símbolos de sabedoria e maturidade.

O significado do nome

Na França, Santa Claus (uma espécie contração de São Nicolau) passou a ser chamado de Noel. "Vem de Emanuel, que significa 'Deus conosco'", conta o pesquisador Evaristo Miranda. No Brasil, passamos a chamá-lo de Papai Noel devido à influência francesa no século XIX. Já em países de língua inglesa o personagem é mais conhecido como Santa Claus.

A casa no Pólo Norte

A lenda de que o personagem vive no Pólo Norte e voa em um trenó conduzido por renas teria surgido em 1889. "Naquele ano um americano escreveu uma história relatando a suposta visita de Santa Claus a seu filho depois de viajar pelo Pólo Norte. E, a partir dos Estados Unidos, a versão ganhou força pelo mundo inteiro", diz Evaristo.

Papai Noel existe?

Por Tita Belliboni para www.bebe.abril.com.br

Tudo aquilo em que acreditamos existe - existe por certo tempo e de certa maneira, mas existe! Seu filho chegou contando que algum amiguinho mais velho lhe disse o contrário? Retruque: "E você, meu filho, acredita?". Se ele disser que sim, já sabe o que dizer em seguida: "Então existe!". E assim vocês, em casa, darão um jeito de manter o encanto.

Não se esqueçam de que a criança vive em um mundo em que a realidade e a fantasia se misturam - por isso é um mundo tão mágico, tão especial. A fantasia, aliás, é que aos poucos prepara a criança para a realidade, embora imaginação, sonho e criatividade sejam importantes para todos nós, pelo resto da vida.

Tudo o que é bonito, alegre, que tem significado importante como o espírito natalino merece ser cultivado. O Natal é o aniversário de Jesus e o Papai Noel é o bom velhinho que, para comemorar, traz presentes e felicidade. Um dia seu filho vai descobrir que quem veste aquela roupa ou quem compra seus presentes é alguém que ele conhece bem, mas até lá terá usufruído tanto dessa fantasia que poderá entender o real sentido, ou seja, ter certeza de que dentro do outro, que se fantasiava de Papai Noel, também existia a intenção pura e bonita de trazer felicidade. Assim ele deixará de acreditar na figura para acreditar no significado.

Se essa descoberta acontecer de maneira natural, a criança não ficará frustrada nem decepcionada. Ficará, sim, surpresa por perceber que todo o encanto, todo sonho é construído dentro do nosso coração. Se o seu caminho permitir a fantasia, ela chegará à realidade fortalecida pela doçura. Então, como não acreditar em Papai Noel?

Dica de Presente de Natal da R&A Valadão

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011


Av. T-4 com T-13 edf. Absolut, sala 136 A
Setor Bueno, FONE (62) 3087-7638 ou 8539-7084

As quatro crises do crescimento dos bebês

Por Manuela Macagnan para www.bebe.abril.com.br

Seu filho enfrenta problemas para dormir,  se alimenta mal e anda agitado? Calma. Pode ser que ele esteja apenas atravessando uma crise comum à fase em que se encontra

PRIMEIRO TRIMESTRE: PERÍODO SIMBIÓTICO

Como começa a crise do primeiro trimestre?
A chegada aos 3 meses é um momento tão marcante que alguns autores falam de dois nascimentos: o biológico, que é o dia do parto, e o psicológico, que acontece quando o bebê completa 3 meses. Esse primeiro trimestre de vida é o que se chama de período simbiótico. “Para a criança, mãe e filho significam uma única palavra ‘mãefilho’. É assim que ela entende: como se fossem uma única pessoa”, diz, brincando, Leonardo Posternak, pediatra de São Paulo. A partir dos 3 meses, o bebê passa a olhar no olho da mãe, começa a se divertir, imita alguns gestos. Ele começa a sentir que a mãe não é só um bico de peito e, assim, começa a construir a imagem do outro.“É nesse período que a criança percebe que não está enroscado no tronco da árvore – que é a mãe. Ele está perto da árvore. Entende que precisa chamá-la para ter o que necessita – leite, colo ou fraldas limpas. Nessa hora, bate a ansiedade. É como se ela pensasse: ‘E agora? E se eu chamar e ninguém escutar? E se esse outro vai embora, o que eu faço?’ É aí que começa a crise”, explica Posternak.

Como saber se o filho está passando por uma crise?
A melhor maneira é ouvir o pediatra. “Algumas mães chegam ao consultório reclamando que há três dias o filho estava ótimo e, de repente, não quer mais mamar e tenta se afastar quando elas dão o peito. Outras reclamam que o bebê estava dormindo bem, mas, depois dos 3 meses, isso mudou. Ele acorda várias vezes chorando”, diz Leonardo Posternak, pediatra de São Paulo. “Há ainda as mães que reclamam que o bebê fica agitado sem motivo. Não quer ficar no colo, no berço, no bebê-conforto. Parece não estar confortável com nada que é oferecido”, continua. As queixas normalmente são parecidas e o seu pediatra saberá dizer se o bebê está com algum problema de saúde ou atravessando uma crise.

Quanto tempo dura a “crise do fim do período simbiótico”?
Essa crise dura em torno de 15 dias.

Nesse período, os bebês precisam ser medicados?
Não. Quando a criança atravessa uma crise, é muito importante que ela não seja medicada. “As mães sempre chegam ao consultório achando que a razão do desconforto tem algum aspecto orgânico: cólica, falta de leite, dente nascendo. Então explico que se trata de uma crise, um momento excelente para o crescimento”, ensina Leonardo Posternak, pediatra de São Paulo.

O que os pais devem fazer durante a crise?
Eles devem ficar calmos e entender que esse período vai passar. “Conhecendo os sintomas, os pais precisam dominar a ansiedade para que a criança não tenha que atravessar esse momento complicado num ambiente angustiante. Lembre-se de que o seu bebê precisa passar por essa crise para poder crescer”, explica o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

ENTRE 5 E 6 MESES: FORMAÇÃO DO TRIÂNGULO FAMILIAR

Como começa a crise da formação do triângulo familiar?
Por mais que o pai tenha sido presente e ativo desde o nascimento do bebê, ele não teve uma relação tão simbiótica com o filho. Isso se dá por inúmeros motivos. Até mesmo porque ele não dispõe dos meses de licença-maternidade para ajudar nessa proximidade. Então, por volta do sexto mês de vida, o bebê, que já conhece a mãe, começa a reconhecer a figura do pai, dando início à formação do triângulo – e da crise.

Que sintomas a criança apresenta nessa crise?
“A criança tem um pouquinho de transtorno do sono, e o apetite diminui um pouco”, diz o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo. Mas essa crise costuma afetar mais as mães do que os bebês. “Nessa fase, a mãe se dá conta de que, para o filho ser saudável e feliz, ele precisa ter uma relação triangular e não uma relação de cordão umbilical com ela. Afinal, ninguém quer que o filho seja dependente a vida toda. É necessário que alguém corte essa simbiose. E esse é o papel do pai”, explica Posternak.

Com 6 meses, nascem os primeiros dentinhos. Essa etapa se confunde com a crise?
“Sim. Às vezes, isso acontece. As duas fases se confundem porque a dentição incomoda, dói e torna a criança aparentemente mais agressiva”, explica o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

OITO MESES: SEPARAÇÃO OU ANGÚSTIA

Essa crise acontece sempre no oitavo mês?
Não exatamente. Essa é a crise do terceiro trimestre. “Embora seja incomum, algumas crianças começam a dar sinais da crise com 6 ou 7 meses. Outras mostram sintomas de angústia com 9 meses. Mas na maioria dos casos isso acontece mesmo no oitavo mês”, explica o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Por que os pediatras dizem que essa é a crise mais significativa de todas?
“Porque essa é a que dura mais tempo e o transtorno do sono é muito acentuado: a criança pode chegar a acordar 15 vezes durante a noite, desperta muito assustada, com um choro intenso. Alguns pais ficam tão assustados que pensam que a criança caiu do berço porque é um choro diferente, desesperado”, esclarece o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Quanto tempo dura a crise da angústia?
Demora um pouco mais que as outras: três ou quatro semanas.

Os pais devem levar a criança para dormir na cama deles?
O ideal é que o bebê durma no seu berço ou carrinho desde os primeiros dias de vida. “Dormir na mesma cama se dá mais por ansiedade dos pais do que por necessidade dos bebês. E os pais não dormem tranquilamente, pois ficam com medo de sufocar o bebê. Sem contar que isso pode ocasionar um afastamento na vida conjugal”, explica Ana Paula Cargnelutti Venturini, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além disso, segundo Ana Paula, a prática pode levar a criança a ficar muito dependente dos pais, buscando uma atenção cada vez maior.

Nessa fase, quando a criança chora de madrugada, é a mãe quem deve atender?
De preferência, sim. O pediatra Leonardo Posternak explica a razão: “Na fantasia do bebê, ele acha que, quando a mãe apaga a luz e fecha a porta, não volta nunca mais. Então, se ele chora durante a noite e é atendido pelo pai ou pela babá, acredita que a mãe não voltará mesmo”. A criança precisa passar por isso para ir entendendo que a presença da mãe pode ser seguida de ausências. “Nessa fase, é oportuno que não ocorram trocas dos cuidadores. Além de acordar assustado, o bebê pode reagir à presença de estranhos, chorando ou estranhando o colo”, reforça Ana Paula Cargnelutti Venturini, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “A mãe deve tentar acalmá-lo no próprio berço para não alterar substancialmente sua rotina”, ela sugere.

Quais os sintomas da crise da angústia?
Basicamente os mesmos das outras crises: alteração do sono, perda de apetite e agitação. “O sono é o que mais perturba. Além disso, a criança come muito mal, pior do que nas outras fases. E às vezes faz até pequenas greves de fome”, comenta o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Qual a importância do objeto de transição nessa fase?
Nesse período de angústia, a criança começa a se apegar a algum objeto: pode ser um paninho, uma chupeta específica, um brinquedo. “Esse objeto representa a mãe, e é bom que ela brinque com o ursinho, por exemplo, que dê beijo, que deixe nele o seu cheiro. Isso vai ajudá-la a entender que à noite as coisas não desaparecem. A mãe pode sumir, mas o objeto continua ali e vai estar com ele quando acordar. Isso ajuda a criança a entender que esse afastamento não é uma perda”, ensina o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Como ajudar a criança a escolher o objeto de transição?
Os pais não precisam se preocupar em estimular a escolha, que é feita naturalmente pelo bebê. “É importante que o objeto resista às agressões da criança e que ela mesma o reconstrua. A mãe não deve lavá-lo nem tentar consertá-lo”, explica Ana Paula Cargnelutti Venturini, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

1 ANO: AMBIVALÊNCIA DEPENDÊNCIA/INDEPENDÊNCIA

Como é a crise do primeiro ano?
Esse período coincide com o andar: a criança quer caminhar, quer ser independente, mas ainda precisa de colo. “Ela já se sente capaz de explorar o ambiente, já abre gavetas, tira todas as roupas de dentro, mas ainda não vai muito longe da mãe. A crise se dá por essa vontade de ser independente e a necessidade de ser, ainda, dependente.”

Quais são os sintomas dessa crise?
“As mães chegam ao consultório reclamando que a criança começou a acordar à noite, a não comer e a ficar muito agitada durante o dia”, diagnostica o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Os pais devem estimular a criança a caminhar?
Estimular, sim, mas jamais forçar. “O cérebro e as pernas ainda não estão combinados. Ela quer, porém não consegue, e isso gera angústia. A criança deve caminhar quando ela achar que pode”, alerta o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Como as mães devem lidar com as crises?
“Não existe uma receita ideal. Como todo relacionamento, é preciso adaptação, tranquilidade e equilíbrio, além de um ambiente saudável e acolhedor. Essas fases podem ser difíceis, mas são extraordinárias e marcantes”, finaliza Betina Lahterman, pediatra da Universidade Federal de São Paulo.

Manchas na pele durante a gravidez

Por Lígia Menezes para www.bebe.abril.com.br

O problema é bastante comum devido a variações hormonais típicas do período. A boa notícia é que dá para amenizá-las

1. Por quê, em algumas mulheres, aparecem manchas no rosto durante a gravidez?
As manchas na pele, chamadas de melasma ou cloasma, podem surgir a qualquer momento, e não apenas na gestação. Isso porque, além de serem hereditárias, são desencadeadas por alterações hormonais e exposição ao sol e ao calor. Logo, um simples cisto no ovário ou a mudança de anticoncepcional, por exemplo, podem fazer com que elas pintem a pele. No rosto, são frequentes nas protuberâncias ósseas. “E a grande quantidade de hormônios da gestação estimula as células responsáveis pela pigmentação, tornando-as hiperativas”, explica o ginecologista Eliseu Tirado, do Hospital Bandeirantes, em São Paulo.

2. Pintas e sardas também podem aparecer durante a gestação?
Sim, aliadas a vasinhos no rosto, perto do nariz, cuja formação também é induzida pelos hormônios. “Inclusive, as pintas já existentes podem aumentar de tamanho”, diz a dermatologista Kátia Lutfi, de São Paulo.

3. E no corpo, que tipos de manchas costumam surgir?
Não raro, aparecem pintas pelas costas e no colo, além de descamações na pele. Sem contar as regiões da genitália, o períneo, as axilas e a parte interna das coxas, que também tendem a escurecer um pouco. A “marca” mais comum na gravidez, porém, é a chamada linha nigra, caracterizada por uma linha escura entre o umbigo e os pelos pubianos. “Essa, porém, desaparece logo após o parto”, garante a dermatologista Bianca Maldaun, de São Paulo.

4. É verdade que os seios também podem ficar manchados?
Não. Segundo o dermatologista Agnaldo Augusto Mirandez, diretor da Clínica Perfetta, de São Paulo, o que ocorre nos seios não são manchas, e sim o escurecimento das auréolas mamárias devido ao fortalecimento natural da pele, para a amamentação.

5. Há meios de prevenir e evitar as manchas durante a gestação?
O melasma é hereditário. Portanto, é bom investigar se sua mãe, avó ou tias apresentaram escurecimento de pele durante a gravidez. Em caso positivo, é preciso redobrar a proteção solar nessa época, pois a exposição ao sol pode desencadear ou agravar o problema. Vale consultar seu dermatologista e pedir um protetor solar indicado para o seu tipo de pele. Além disso, evite entrar em locais muito quentes e fechados, como um carro exposto ao sol durante muito tempo – isso também pode intensificar o quadro.

6. Existe tratamento?
Sim. Segundo a ginecologista Elisabete Dobao, do Rio de Janeiro, existem diversos tipos de tratamento para as manchas, que vão desde o uso doméstico de cremes clareadores até a aplicação de ácidos para peelings, tratamento com laser e luz pulsada, também feita em consultório. Porém é preciso esperar o bebê nascer para iniciá-los. Apenas um dermatologista poderá avaliar cada um dos casos e receitar a melhor maneira de atenuar ou até dar fim ao problema.

A Mulher no pós-parto

Por Natura Mamãe e Bebê

Seu corpo passou por mil mudanças na gestação e naturalmente o caminho de volta não é do dia para noite. Saiba quais são as principais alterações físicas e emocionais no pós-parto


O pós-parto, ou o puerpério, é um dos períodos mais agitados na vida de uma mulher. Os hormônios estão em revolução, assim como a rotina da mamãe e os seus sentimentos. É nesse período que seu corpo está se recuperando do parto e você se adaptando a novas responsabilidades como a amamentação e outros cuidados com o bebê. Tantas mudanças deixam muitas mães confusas, com sentimento de culpa se algo não vai bem, ou até com vontade de chorar diante de tantos desafios. Calma, é tudo normal. Essa fase termina com a primeira ovulação da mulher, quando a função reprodutiva está restabelecida, e não precisa ser um bicho de sete cabeças para ninguém. Entenda melhor o que acontece no seu corpo.

Hormônios: há um aumento do nível da prolactina, hormônio que estimula a produção de leite e bloqueia a função reprodutiva.

Libido: por causa da prolactina e da baixa do estrogênio, hormônio ligado à ovulação, a libido acaba caindo. Some-se a isso o cansaço das primeiras semanas com o bebê e fica difícil ter disposição para o sexo.

Útero: em cerca de duas semanas o útero volta ao tamanho e formato antes da gravidez. Nesse período é normal sentir uma espécie de cólica, que ocorre principalmente durante a amamentação.

Menstruação: algumas mulheres só voltam a menstruar depois do desmame do bebê, mas isso não é uma regra. Cada mulher tem uma história e um ritmo, o que dificulta uma conta exata para a volta da menstruação. "Geralmente entre quatro e seis meses as mulheres já estão ovulando e, consequentemente, menstruando", explica o Dr. Nilton Takiuti, obstetra do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Portanto, a função reprodutiva é normalizada."

Pele e cabelo: podem ficar um pouco mais ressecados por causa da dança hormonal e das leis da natureza, que priorizam o uso da energia à produção de leite e à saúde da mamãe.

Apetite: algumas mulheres têm até mais apetite depois do parto do que durante a gestação. Dietas nessa fase não são recomendadas, mas a escolha de alimentos nutritivos e menos calóricos vai ajudar a mamãe a perder o peso que ganhou na gravidez – para amamentar ela precisa de cerca de 500 calorias adicionais em relação ao que precisava antes de engravidar.

Raciocínio: muita gente pensa que o pós-parto atrapalha o raciocínio, mas não é bem por aí. Um estudo recente do National Institute of Mental Health, liderado pela pesquisadora Pilyoung Kim, sugere que o cérebro das mães inclusive cresce durante os primeiros meses do pós-parto. O que pode influenciar o raciocínio são outros fatores. "A falta do sono pode atrapalhar a memória e quem fica muito tensa ou preocupada com o bebê também tende a esquecer mais", diz o Dr. Nilton Takiuti.

Sono: é normal não dormir bem nas primeiras semanas de vida do bebê. A regra de ouro é tentar dormir quando seu filhote dorme e pedir ajuda para o parceiro, mãe ou amiga para descansar algumas horinhas durante o dia. "O sono nos ajuda lidar melhor com as ansiedades e expectativas", explica o obstetra.

Barriga: lembre-se que sua barriga sofreu uma distensão da pele por meses seguidos. Depois do parto, ela pode levar algum tempo até voltar ao que era antes. Nenhuma solução rápida é muito bem-vinda. Em geral, já é suficiente o ato de prevenir um ganho excessivo de peso na gravidez, fazer ginástica ou caminhadas mais longas com o bebê no carrinho. Um cuidado especial com a alimentação também ajuda a perder a gordura acumulada no local e óleos e cremes antiestrias durante a gravidez previnem danos à pele.

Emoções: a confusão de emoções é perfeitamente normal, afinal, há um bebê que depende de você, além das mudanças no seu corpo e rotina. Dormir bem já é um bom começo para driblar o cansaço. Lembre-se que a baixa do hormônio estrogênio pode deixar algumas mulheres desanimadas, mas não é nada que determine uma depressão. "Se fosse assim toda mulher na menopausa ficaria deprimida, o que não acontece", explica Dr. Takiuti.

O papel da vovó

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Por Rita Trevisam para Cláudia Bebê

As avós ajudam ou atrapalham nos cuidados e na educação dos filhos? Três blogueiras revelam suas estratégias para tirar proveito dessa convivência

Mayra, 33 anos, é mãe de Pedro, 6 anos, Julia, 4 anos, e Francisco, 4 meses. É filha de Majoí, 53 anos, e escreve no blog Mãe de Três
Maria Dolores, 33 anos, é mãe de Daniel, 13 anos, e Antonio, 8 meses. É filha de Cínthia, 53 anos
Camila, 30 anos, é mãe de Manoela, 4 anos, e dos gêmeos Joaquim e Pedro, 2 anos e 10 meses. É filha de Maria Rita, 57 anos, e responsável pelo blog Mamãe Tá Ocupada

Sua mãe faz o tipo avó discreta ou está mais para avó “entrona”?
Mayra: Minha mãe é professora de pré-escola e ama criança. Ela vai à minha casa com frequência, porque moramos perto. Mas dá umas passadinhas rápidas, tenta respeitar meu espaço e sai de fininho na hora em que meu marido chega. Se preciso sair ou viajar, ela vai de malinha pra casa. Mas tenho claro que mãe e avó desempenham papéis diferentes, e isso ajuda a evitar conflitos.
Maria: Minha mãe não sai de fininho se meu marido chega, não! Ela é ótima, só que ocupa a casa inteira (risos). Quando meu primeiro filho nasceu, eu tinha 19 anos e fiquei um ano morando com ela em Três Pontas (MG). Minha irmã é só um ano mais velha do que ele. Então, eu e minha mãe cuidávamos de duas crianças quase da mesma idade e os papéis se confundiam. Eu não tinha noção de como educar um filho e não conseguia me impor. Deixava que ela fizesse do jeito dela, mesmo discordando. Com o Antonio, é diferente. Ela continua em Minas, e eu, em São Paulo. Vou visitá-la quase todo fim de semana, mas a educação é minha.
Camila: Também tenho uma mãe professora, que é discreta e adora crianças. Moramos em bairros distantes, mas sei que conto com ela sempre que preciso.

O que você faz quando sua mãe a contraria?
Camila: Sou chata com regras e, sempre que deixava a Manoela com minha mãe, escrevia folhas e folhas com orientações. Queria que as coisas saíssem exatamente do meu jeito. Agora, estou menos implicante. Outro dia, deixei as crianças com ela para ir a um casamento e um dos meninos estava com virose. Pedi que desse a ele uma alimentação leve. Não é que ela levou os três ao McDonald’s? E ainda se justificou, dizendo que meu filho só tinha pedido nuggets. Fiquei louca, discuti, mas sei que não adianta. Por isso, implico cada vez menos. Às vezes, prefiro pagar uma babá para exigir o que bem entender. Com a mãe da gente é diferente, né?
Maria: Quando o Daniel nasceu, eu o vestia achando que estava frio, e minha mãe tirava a roupa dele sem nem me consultar. Mesmo hoje ela contraria minha vontade. Recentemente, quis fotografar o Antonio dentro de uma panela – minha mãe é fotógrafa e tem essas esquisitices. Pedi que não fizesse isso, mas foi só eu tirar um cochilo que, ao acordar, encontrei a foto dele lá, prontinha! Falar o quê? Deixei por isso mesmo... Tenho dificuldade de colocar limites. Afinal de contas, é a minha mãe!
Mayra: Com o tempo entendi que, se preciso de um favor dela, não posso exigir demais. Favor é favor, e a maioria dos problemas surge quando a filha exige que a mãe faça as coisas do jeito dela. Mãe não é empregada!

Como você impõe limites para os palpites?
Mayra: Normalmente prefiro seguir aquilo em que acredito do que ficar ouvindo o que os outros dizem. Quando meu primeiro filho nasceu, elegi uma pessoa para me aconselhar: o pediatra. Daí, sempre que alguém vinha dar palpites, inclusive minha mãe, eu rebatia, dizendo que estava obedecendo às orientações do médico. Foi uma boa maneira de impor limites sem gerar conflitos.
Maria: Ah, também apelei para o pediatra, principalmente na época da amamentação. Minha mãe queria dar água, suco, e o médico dizia que leite materno era suficiente. Mas sei que ela dava água escondido... (risos)
Camila: Nossa, quando meus gêmeos nasceram, quase fiquei maluca com tantos palpites. Nos primeiros meses, eles não dormiam e choravam sem parar. Minha mãe sugeriu chá de alface para acalmar. Fui na dela e me arrependi. Para eles, o chá funcionou como alucinógeno! (risos) Foi aí que a ficha caiu: apesar da experiência, minha mãe criou os filhos há 30 anos, e muita coisa evoluiu desde então. Ainda ouço e respeito o que ela diz, mas penso duas vezes antes de pôr em prática.

De que modo você resolve os impasses com ela?
Camila: Dependendo da situação, falo logo que algumas decisões são minhas e ponto final. Às vezes, é inevitável discutir. Mas a relação melhora com o tempo. No nascimento do meu primeiro filho, que era também o primeiro neto, nasceram junto um pai, uma mãe e uma avó – e todo mundo precisou de tempo para entender qual era seu papel nessa dinâmica.
Mayra: Acho melhor ficar vermelha uma vez, do que rosa várias vezes (risos). Sou firme ao colocar limites.
Maria: Em assuntos fundamentais, como saúde e limites, converso e entro num acordo antes que os problemas surjam. Aí, se ela der uma derrapada, basta lembrar o que já havia sido combinado. O segredo é manter o foco no que importa e aprender a reconhecer o que é detalhe, como atrasar um pouco o horário do banho.

Você pede a opinião da avó para lidar com questões relativas à educação das crianças?
Camila: Prefiro desabafar do que pedir conselho, pois sei que discordamos em muitas coisas. Ela, por exemplo, só usava homeopatia com os filhos, e eu sou do tipo que dá antitérmico quando a temperatura vai a 37º C...
Mayra: É interessante ouvir essa sua pergunta, porque, de um jeito ou de outro, a gente acaba usando a mãe como referência – seja para fazer tudo igual ou porque quer ser completamente diferente dela. Como minha mãe sempre foi muito presente, eu me senti na obrigação de ser igual, mas não gostava de sentar e brincar com os meus filhos, como ela fazia. Levei anos (e muita terapia) para entender que não era igual a ela e que nunca seria. Percebi que me realizaria mais trabalhando e que poderia ser uma excelente mãe, à minha maneira. Mas, mesmo sem eu pedir, ela observa o que eu faço e me chama num canto para sugerir uma saída que considera melhor. Por exemplo, a Julia começava a dar chilique toda vez que precisava colocar sapato. Eu tentava contornar a situação, mas acabava pondo minha filha de castigo. Depois de um tempo, minha mãe sugeriu que eu conversasse com a Julia antes de vesti-la para prevenir o chilique, em vez de precisar contê-lo. Agradeci pelo toque. Só não gosto da crítica pela crítica, como quando ela questiona minha decisão de trabalhar, em vez de ficar em casa com as crianças.
Maria: Adoro conversar sobre o futuro das crianças e questões mais existenciais, sabe? Para isso ela é ótima! E já houve situações em que me arrependi por não tê-la ouvido. Outro dia, por exemplo, percebi que o Daniel estava com manchas vermelhas, liguei para minha mãe, e ela me aconselhou a esperar e observar, pois podia ser queimadura de limão. Não levei a sério e corri para o hospital. Passamos uma péssima madrugada lá para constatar que era mesmo queimadura de limão.

Qual é a sua receita de sucesso para melhorar o relacionamento mãe, filha e netos?
Camila: Hoje, entendo que não vale a pena alimentar picuinha em casa. É melhor preservar a riqueza da relação dela com os netos. Minha mãe costuma dizer que netos são filhos com açúcar, porque ela faz concessões a eles que, como mãe, jamais admitiria.
Maria: Não implico com questões práticas e sem importância, como o jeito que ela coloca a fralda. Sei que, no fundo, isso não vai fazer diferença na vida do meu filho. Mas intervenho quando tem a ver com segurança ou saúde. Certo dia, minha mãe estava saindo com o Antonio do banco de trás do carro, sem cadeirinha, apoiado numas almofadas. Não deixei. Para ela, que é de outra época, tudo bem transportar as crianças assim. Mas eu já sei dos riscos que existem, né?
Mayra: É verdade: há um cho que de gerações. Só comecei a entender minha mãe de verdade quando nasceu meu primeiro filho. Eu me pegava pensando: “Nossa, então ela também passou tantas noites acordadas comigo?” ou “Ela também sentiu esse medo quando tive febre?”. Isso me fez dar muito crédito à minha mãe. O segredo é reconhecer que diferenças existem, mas não suplantam o amor que permeia a relação.
Maria: Algumas leitoras do meu blog são muito rígidas em relação à participação das avós e se preocupam em manter distância. Mas aprendi, na prática, que ser maleável é melhor para todo mundo... Para a mãe, para a filha e, principalmente, para os netos.

Tá valendo!
Muitas práticas literalmente do “tempo da vovozinha” continuam atualíssimas, garantem os pediatras David Elias Nisenbaum, do Hospital Infantil Sabará, e Sandra Frota Ávilla Gianelo, do Hospital Estadual Mário Covas, ambos de São Paulo. Confira.
Maisena para tratar assaduras. Funciona porque mantém o local seco, acelerando a cicatrização.
Compressa quente para aliviar dor de ouvido. O calor relaxa a musculatura local, amenizando a dor. Mas teste antes para não exagerar na quentura.
Faca contra galos. O sangramento sob a pele, depois da batida, causa vermelhidão e inchaço. O frio do metal faz os vasos se contraírem, impedindo o hematoma. A faca deve ser grande, sem corte nem serra.
Água com açúcar para acalmar. Em situações de stress, o organismo libera adrenalina e consome mais glicose. O açúcar ajuda a restabelecer o equilíbrio e pode comandar a produção de endorfinas, responsáveis pela sensação de bem-estar.
Azeite para soltar o intestino. Funciona como laxante porque parte dele não é absorvida pelo intestino e acaba funcionando como um lubrificante local. Pode-se usar, no máximo, uma colher de chá por dia, para crianças maiores de 1 ano.

Show Marco Antonini Especial de Natal no Click Sushi Lounge

Show especial de Natal com Marco Antonini. O melhor do Pop e clássicos.

Data/Hora: 22 de dezembro as 21 horas

Local: Click Sushi Lounge - Rua T 55 n* 460 Setor Bueno. Fone 3512 7777

Leite materno previne obesidade

Por Por Manuela Macagnan para www.bebe.abril.com.br

Um estudo coordenado por Berthold Koletzko, pediatra alemão da Universidade de Munique, alerta para o fato de que o aleitamento materno reduz, em 20 a 25%, o risco de obesidade. Isso se deve a uma série de fatores. A própria oscilação do volume ingerido nas mamadas ao longo do dia favorece a autorregulação do apetite e, consequentemente, o desenvolvimento do mecanismo de saciedade. A mudança de sabor, de acordo com a dieta materna, prepara o paladar do bebê para a variedade de alimentos que ele consumirá no futuro.
Apesar de todos estes benefícios, uma proporção considerável de bebês é desmamada precocemente, necessitando de substitutos para o leite materno. Na prática, o mais utilizado é o leite de vaca. “Infelizmente, os lactentes no primeiro ano de vida ainda recebem, com frequência, leite integral, que contém cinco vezes mais proteína do que o leite materno e apresenta marcantes diferenças quanto aos aspectos qualitativos”, afirma Murahovschi.
Em 2009, Koletzko avaliou 1.138 crianças, que receberam fórmulas infantis –leite de vaca com uma composição nutricional modificada–, com diferentes conteúdos protéicos, durante o primeiro ano de vida. Para a comparação, também foram seguidas 619 crianças em aleitamento materno exclusivo. Os autores observaram que o Índice de Massa Corporal (IMC), aos 2 anos, no grupo que recebeu fórmula infantil mais protéica, era superior ao das crianças amamentadas ou que recebiam fórmulas infantis com menor concentração de proteínas.
O excesso desse nutriente predispõe à obesidade e ao diabete no futuro, além de sobrecarregar os rins, ainda imaturos. “No leite de vaca há, também, deficiência de aminoácidos, como a taurina – o que prejudica o desenvolvimento neurocerebral e a função da retina, nos olhos”, complementa Jayme Murahovschi.
Para a pediatra Roseli Saccardo Sarni, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, do Rio de Janeiro, é necessário um amplo trabalho de educação nutricional , que envolva gestantes, lactantes e mães, para a prevenção de doenças crônicas tão frequentes, em nosso meio, quanto à obesidade.
Lembre-se de que o aleitamento materno deve ser oferecido de forma exclusiva até os 6 meses e prosseguir, com a introdução de alimentação complementar balanceada, até os 2 anos, pelo menos.

7 dicas para adaptar a criança à creche/Dicas Patricia Finotti Opinião

Por Giuliano Agmont para www.bebe.abril.com.br

A licença-maternidade acabou e chegou o momento de colocar o bebê no berçário. Saiba como enfrentar essa separação de maneira tranquila, sem traumas para o pequeno


Deixar, pela primeira vez, um filho de colo aos cuidados de funcionárias de um berçário é uma experiência traumática para qualquer mãe. E, quanto menor a criança, maior a angústia. Mas a separação é uma etapa importante no desenvolvimento do bebê. Apesar do sofrimento, é possível encarar com naturalidade esse período tão complicado. Veja algumas dicas:

Fortalecer os vínculos afetivos desde o nascimento

A melhor maneira de garantir uma separação mais tranquila é fortalecer os vínculos com o bebê desde o nascimento, garantindo o que os médicos chamam de apego seguro. É o que dará à criança a sensação de que o afastamento não representa o abandono. Isso significa garantir um equilíbrio saudável entre o trabalho e a maternidade. Ou seja, a mãe precisa de um período para estreitar os laços com o filho sem se preocupar com sua estabilidade profissional. Nesse sentido, a licença-maternidade cumpre um papel decisivo, especialmente a de seis meses. Um sinal de que esses vínculos ainda estão indefinidos é o choro intenso e desesperado do bebê, a apatia, o desvio de olhar ou a recusa em se alimentar. Nesses casos, vale a pena reavaliar a situação.

Escolher bem para poder confiar

Sem confiança, a separação tende a se complicar. Por isso, a escolha do berçário é tão importante. Além dos pré-requisitos evidentes, como limpeza e higiene, é fundamental levar em conta outras questões. Observe se o lugar é organizado, se as cuidadoras pegam o bebê no colo na hora de oferecer a mamadeira, se conversam com os bebês em tom confortante. Pergunte também se há música para as crianças e, finalmente, certifique-se de que existe uma rotina para atender às necessidades físicas e emocionais do bebê. Isso significa tanto uma alimentação e segurança contra acidentes como a preparação dos adultos para lidar com os pequenos. Importante: até 1,5 ano, é preciso um cuidador para cada cinco a oito crianças.

Dica Patricia Finotti Opinião: Lembre-se que ao escolher a creche, bercário, ou escola é imprescindível que os pais sintam-se confortáveis e seguros nesta escolha. Procure um local que a criança também perceba estes mesmos sentimentos em relação ao local escolhido. Outro fator não é o preço que deve influenciar na escolha. Uma mensalidade muito barata, ou muito cara, o que realmente importa é que se o ambiente, os profissionais e a metodologia aplicada são a extensão do que se vive em casa, se os pais acreditam que podem confiar neste novo ambiente em que o seu filhote passará boa parte do tempo. A boa escolha deste local refletirá por toda a vida do seu filho.


Introduzir alimentos sólidos com antecedência

Dependendo da idade do bebê, é aconselhável que os pais não deixem para introduzir sucos naturais e papinhas somente quando ele entrar no berçário. O ideal é que isso aconteça com a antecedência de pelo menos 15 dias. Normalmente, os bebês deixam de mamar exclusivamente no peito da mãe aos 6 meses, idade adequada para deixá-lo no berçário e voltar ao trabalho. Não por acaso, existe hoje a lei de licença-maternidade de 180 dias, que prevê o incentivo fiscal às empresas privadas que concedem seis meses de afastamento às suas funcionárias.

Depois dos 9 meses, o bebê vai dar mais trabalho

A memória de uma criança, com menos de 9 meses de idade, ainda não retém informações por muito tempo, mesmo que seja a imagem da mãe. Essa condição diminui o sofrimento na hora da separação. Por isso, vale a pena planejar o ingresso no berçário para o período em que o pequeno tem entre 6 e 9 meses. Antes ou depois disso, a situação tende a ser mais difícil.

Administrar a emoção na hora de ir embora

O adulto sente mais a separação do que a criança. E esse é um desafio a ser superado. Os problemas normalmente acontecem quando o bebê percebe o estado de estresse da mãe e também se agita. O segredo é manter a tranquilidade, transmitindo segurança ao pequeno, e não se frustrar quando constatar que seu filho se adaptou facilmente ao berçário sem a sua presença. Deixe para chorar no banheiro ou no carro...

Dica Patricia Finotti Opinião: Tanto o berçário que escolhemos para acolher o Rubens, quanto em sua escola, os profissionais fizeram uma reunião conosco antes do inicio das atividades. Nos foi explicado de como deixá-los quando os levássemos para a instituição. Sempre demonstrando tranquilidade, carinho e amor. Conversar com a criança antes é imprescindível, como por exemplo, falar sobre o que ambos farão dentro daquele período de separação: "Mamãe irá trabalhar e você irá para a escolinha, a tal hora estarei de volta para buscá-lo. Você vai se divertir bastante, e eu também sentirei saudades."
Quando eles já estão andando, é interessante levá-los a porta da sala onde ficarão, assim, os incentiva a caminharem sem traumas para a suas próprias experiências. Quando da busca, pergunte como foi aquele momento, o que fez, se divertiu. Esteja sempre atento a tudo, ao que se filho faz e fala, e também as ações desenvolvidas dentro do ambiente escolhido para acolher seu filho.
Na escola do meu, acho muito importante toda a interação de todos os funcionários e diretores com todos que passam pelos corredores da escola. Do momento que passamos pelo portão até a sala de aula, somos cumprimentados não só pelos diretores, professores, psicológos, secretárias, mas, também pelos funcionários que cuidam da limpeza e segurança.
Em todas as atividades propostas percebemos que houve planejamento antes, durante e pós atividade, com análise deste. Isso é o verdadeiro cerne da educação.

Marcar presença na adaptação

Largar a criança no berçário e só voltar para buscá-la horas depois não é a melhor estratégia na fase de adaptação. É preciso que alguém conhecido – a mãe, o pai ou outro cuidador – esteja por perto nesse primeiro momento para oferecer o colo na hora do choro. Essa estratégia evita que a criança se sinta abandonada. Aos poucos, ela se acostuma com a nova situação.

Cuide dos detalhes da adaptação

Existem procedimentos simples que facilitam a adaptação de crianças de colo no berçário. Um deles é apaziguar o bebê, com um tom de voz calmo, se ele estranhar o lugar. Outro é deixar o pequeno sentado para que ele enxergue os demais à sua volta. Deitado, ele só verá o teto, demorando mais para se acostumar com tudo. Estímulos também são bem-vindos nesse momento. Uma boa dica é impor desafios que não ofereçam risco à integridade física e emocional do bebê. A escalada de almofadas, por exemplo, é segura e a criança é capaz de cumpri-la. Por fim, deixe que seu filhote explore o ambiente e interaja com o novo espaço.

Ensinando o fihote a compartilhar

No fim de ano o espírito natalino invade as pessoas, e muitas promovem campanhas de solidariedade. Roupas, cestas natalinas, brinquedos, visitas do Papai Noel as crianças.
Assim, percebi que este era o momento ideal para ensinar Rubens a importância da empatia com o irmão. Na verdade isto é uma realidade em nossa casa, ele sempre percebe ações assim. Mas, gostaríamos que ele vivencia-se uma atitude sua em particular.
Atualmente, a gama de brinquedos que as crianças ganham é enorme. Rubens tem tantos, muitos que somente brincou uma vez. Ele sabe que ganhará outro tanto agora neste Nataln ... e já começou a chegar... Dragão do Padrinho, mais briquedos do TiBom, da madrinha, da avó, do outro avô, dos amigos ...
Então o que fazer com os já existentes??? E com os que virão??? A casa só terá brinquedos por todos os lados...
Esta foi a boa oportunidade para ele cultivar o espírito de solidariedade. Falei com ele sobre a importância de compartilhar. Expliquei que existentem crianças que não tem tantas oportunidades como ele. "Mamãe, quero dar alguns binquedos meus para o Papai Noel levar para outros meninos." respondeu Rubens.
Começamos revendo seus brinquedos, e ele ia perguntando se podia separar... Limpamos e colocamos em uma sacola grande para ele entregar para em um centro de capatação de solidariedade.

Rock, Pop e Diversão no Café Nice

Seu wish list está na Mix Stock


Seu wish list está na Mix Stock, roupas-sapatos-acessórios-bolsas maravilhosas com preços inacreditáveis.
Confiram!!!

Medo, medinho, medão

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Por Angela Senra para www.bebe.abril.com.br

Como lidar com os medos dos filhos e evitar que eles se transformem em pânico e fobias

Sentir medo é natural e saudável. "Sua função é proteger e dar limite", explica a psicóloga clínica Elza Tamas, de São Paulo. Mas, quando paralisa e é cultivado, pode levar a fobias e crises de pânico. Na infância, quando o desconhecido mistura-se à fantasia, é muito comum que a criança tenha uma série de medinhos que podem – e devem – ser controlados.

Um dos mais comuns nessa fase da vida, especialmente entre os três e oito anos de idade, é o medo do escuro. "Uma simples sombra pode se transformar em algo assustador, porque, no escuro, a imaginação vai longe", explica a psicóloga clínica Adriana Takahashi, também da capital paulista.

Para ajudar o pequeno a superar seus temores, os pais podem deixar a luz do corredor ou do banheiro acesa e a porta do quarto entreaberta. Outra solução é instalar pequenas luminárias de tomada, em formatos divertidos de estrelas, flores e animais, com lâmpadas coloridas. Elza sugere brincadeiras no escuro, para desmistificar qualquer receio.Uma dica é acender a luz, de repente, mostrando que vocês podem ser mais rápidos do que o escuro.

"Empregar recursos de desenhos animados também funciona, como simular um ataque ao monstro escondido nas sombras e esmagá-lo. É importante entrar na fantasia da criança, utilizar a mesma linguagem dela", ensina a psicóloga. Ou seja, se seu filho afirmar que viu algo no escuro, você pode dar corda, perguntar como era, o que fez e questionar: ‘será que está lá ainda, vamos ver?’ "Dessa forma, você mergulha no mundo da imaginação e, depois, ajuda o pequeno a sair. Sem deboche e sem ficar repetindo que é bobagem da cabeça dele", diz a psicoterapeuta especialista em neurolinguística Amélia Nascimento, de São Paulo.

Injeção sem trauma

Dói, é chato e ninguém gosta, mas, às vezes, é necessário tomar injeção. E criança, geralmente, se apavora ao ver uma seringa, com aquela agulha ameaçadora. Este tipo de medo pode ser decorrente de ameaças do tipo: "Se você não se comportar, vamos ao médico para que ele receite uma injeção". Ou pode advir da insegurança dos pais, que também tremem nas bases na hora de levar uma picada. "A criança sente a apreensão deles e fica apavorada", diz Adriana.

A dica para que o pequeno encare a vacina ou a injeção sem grandes traumas, é contar a ele sobre o procedimento no mesmo dia. Nunca converse com antecedência, pois como a criança não tem noção de tempo, ficará ansiosa. Também não é recomendado enganá-la, porque quando pega de surpresa, o escândalo é certo. "Se os pais disserem a verdade-- que vai doer um pouco, mas passará logo—o pequeno ficará apreensivo, mas o choro terá duração menor e a situação fluirá de maneira controlada", diz Adriana.

O bom e velho diálogo

Sentar e conversar é a receita que sempre dá certo, em vários momentos da vida. Quando se trata do medo do seu filho, não é diferente. "O temor pode ser sintoma de uma angústia que a criança não consegue classificar, ou de uma dificuldade que não sabe resolver sozinha. Falar sobre o problema ajuda em sua compreensão e superação", diz Elza.

Para Adriana, o diálogo é importante também para os pais perceberem o que está acontecendo com a criança e observarem se o medo aumenta ou diminui com o passar do tempo. "O objetivo da conversa é, entre outros, identificar a origem do receio. Não adianta ficar falando que monstros não existem, ou que é tudo imaginação. Para a criança, a situação é real e assustadora." Isso inclui os sonhos. Se seu filho não quiser dormir, com medo de sonhar ou acordar no meio da noite, apavorado com as imagens do seu inconsciente, Amelia sugere explicar que o sonho só acontece dentro da nossa cabeça, são apenas cenas, como em um filme.

Respeito e compreensão

Nem pense em ridicularizar a criança pelo medo que sente. "Os pais precisam ser compreensivos e devem proporcionar um ambiente acolhedor, para que o filho se sinta seguro e confiante. Só assim ela terá recursos para enfrentar seus medos ou torná-los menos aterrorizantes", explica Adriana.

Ameaçar o pequeno, dizendo que vai entregá-lo ao guarda ou ao bicho-papão, só traz prejuízos. "São tentativas de manter o controle da criança, com base no medo, e não impõem respeito, como muita gente pensa", afirma Elza.

Por outro lado, jogar um tomate de um andar alto de um prédio para mostrar, ao pequeno, como ele fica ao cair, é uma maneira de alertá-lo e garantir sua segurança.

As mentiras também merecem destaque nessa discussão. Muitos pais negam a realidade, na tentativa de proteger o filho. "É importante que a criança saiba que existe morte, assalto e pessoas que podem lhe fazer mal. Só assim elas aprendem a se proteger", explica Amélia. Isso não quer dizer que precisamos contar tudo. Quando ela perguntar se você, ela ou a vovó vão morrer, por exemplo, você pode dizer que sim, mas que vai demorar muuuuito tempo. "E se ela teme um acidente de carro ou de avião, você pode falar que essas tragédias realmente acontecem, mas com poucas pessoas. E que a maioria, como ela, está protegida. Você não mente, nem a deixa insegura", exemplifica a especialista.

Fobias e pânico

O medo faz parte do desenvolvimento humano e serve como recurso de defesa e proteção. Em uma situação de perigo, nosso instinto de conservação vem à tona e tentamos nos manter longe da ameaça. Mas, em excesso e sem tratamento adequado, o temor pode se tornar patológico, transformando-se em fobias ou transtorno do pânico, distúrbios que impedem a pessoa de viver plenamente seu dia a dia.

Se o medo persistir e se intensificar por muito tempo, pode ser, sim, indício de algo mais sério. Nesse caso, é preciso buscar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra.

Portanto, é preciso muito cuidado ao passar informações para a criança. "Ela se baseia no que vê e vivencia. Conversas, gestos e expressões dos pais servem de modelos. Se a mãe, por exemplo, teme que algo terrível aconteça, a criança percebe sua insegurança e passa a sentir o mesmo medo", explica Adriana.

Amelia concorda: "Os pais precisam relaxar e evitar transmitir tensão aos filhos. Prestar atenção no tom de voz que usam também é essencial."

Crescer amedrontado não é bom para nenhuma criança. É fundamental ensiná-la a se proteger dos perigos básicos, como prestar atenção ao atravessar a rua, não ficar perto de janelas em locais altos, manter-se longe do fogo, não aceitar presentes de estranhos, nem se afastar dos pais em lugares públicos. Esses alertas são necessários e não se comparam aos temores que muitos pais incutem na cabeça dos filhos. "Os adultos vivem sob tensão. Se nós nos sentimos impotentes diante dos perigos, imagine a criança. Por isso acho bom evitar televisão. A criança não deve ser exposta a imagens aterrorizantes", diz Elza.

Os programas de adultos, como novelas, telejornais, reality shows e filmes de terror não devem fazer parte da programação infantil antes dos doze anos. "Até essa idade, a criança percebe tudo que vê como real, não é capaz de entender metáforas nem ironias. Só a partir dali é que começa a desenvolver o pensamento abstrato, que possibilita diferenciar o real do ilusório", explica Adriana.

Dor de estômago na gravidez

Por Ligia Menezes para www.bebe.abril.com.br


Dor, queimação e mal-estar são reclamações corriqueiras entre boa parte das grávidas. Entenda por que o estômago é tão afetado na gestação e como amenizar esses incômodos


1. Por que é tão comum sentir dores de estômago na gestação?
Na gravidez, o estômago libera uma quantidade maior de enzimas digestivas, responsáveis pela quebra do alimento, principalmente nos quatro primeiros meses. Isso pode se traduzir em queimação e dor. E, de acordo com o ginecologista Eliseu Tirado, do Hospital Bandeirantes, de São Paulo, o incômodo pode ser ainda maior nas mulheres que já apresentavam, antes da gestação, problemas como refluxo, gastrite ou úlcera. “Além disso, nessa fase, uma válvula, que se encontra entre o estômago e o esôfago, tem seu funcionamento prejudicado. A consequência é o retorno do suco gástrico, o que também traz a sensação de mal-estar”, completa o ginecologista paulista José Bento de Souza. O excesso de nervosismo e a ansiedade, muitas vezes comuns no período, podem piorar ainda mais o quadro de dor.

2. Toda gestante sofre com o problema?
Não, mas ele é bem comum. Isso porque, durante a gestação e com o crescimento do útero, o estômago e outros órgãos acabam sendo comprimidos. “O útero cresce, em média, 4 centímetros por mês”, diz o ginecologista Eliseu Tirado. Fazer pequenas refeições, ao longo do dia, ajuda a aplacar a fome sem causar episódios de dor. Exagerar na quantidade das porções tem o efeito contrário: é dor na certa.

3. O processo digestivo da grávida é prejudicado?
Sim. Não só o funcionamento do estômago sofre danos mas também o intestino, que trabalha em ritmo mais lento por causa da ação dos hormônios típicos da gestação. Daí muitas mulheres se queixarem de problemas de “intestino preso” nessa fase. “Muito comum ainda é o aparecimento de hemorroida, devido à dilatação das veias”, explica Bruno Zilberstein, diretor do Serviço de Cirurgia Bariátrica do Hospital Bandeirantes, de São Paulo, e professor associado do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP.

4. Como amenizar esses incômodos?
Algumas medidas simples podem reduzi-los. Aumentar a quantidade de alimentos ricos em fibras dá uma força ao intestino. Assim como beber muita água ou suco ao longo do dia. Para diminuir a dor no estômago, vale evitar pratos gordurosos, mastigar várias vezes a cada garfada e não exagerar nas porções. Não tomar líquidos nas refeições também é uma boa pedida.

5. Tudo bem tomar remédios para queimação e dor de estômago?
Sim, é possível acalmar a dor com medicamentos desde que eles sejam receitados pelo obstetra, que saberá indicar as fórmulas permitidas para a gestante.

Segundo filho

Por Giuliano Agmont para www.bebe.abril.com.br

É difícil para uma família saber quando está pronta para a chegada de mais um bebê. Veja o que especialistas dizem sobre essa decisão tão importante na vida de um casal

1. Quando devo ter um segundo filho?
Não existe regra. O importante é assegurar o desenvolvimento saudável aos dois filhos. Para isso, leve em conta sua disposição física, a estabilidade emocional e a tranquilidade financeira da família e a disponibilidade de tempo do casal para cuidar das crianças. Pense que o novo integrante da família exigirá mais tempo, paciência, energia, atenção e dinheiro, o que significa menos intimidade e lazer. Agora, nunca encomende um bebê porque seu filho quer um irmãozinho ou para tentar salvar seu casamento. Esse peso é demais para os ombrinhos de um e outro. O desejo tem de ser dos pais.

2. Preciso de quanto tempo para poder engravidar novamente depois do parto?
Fisiologicamente, seu corpo terá condições (mínimas!) para uma nova gestação quando a menstruação voltar. Isso significa de seis a nove meses para as mulheres que amamentam e de três a quatro meses para as que não deram o peito ao primeiro filho. Porém o ideal é aguardar de três a cinco anos para engravidar novamente, o que reduz o risco de problemas como anemia (baixo peso do bebê), abortamento espontâneo e parto prematuro.

3. Que tipo de parto devo fazer no segundo filho?
Depende, pois cada parto tem suas próprias características. Em geral, se o primeiro parto for normal, a chance de o segundo bebê nascer por vias naturais aumenta bastante. Em casos delicados, como no de mulheres com bacia óssea estreita ou doenças específicas que levam ao parto cesáreo, o procedimento cirúrgico será obrigatório. Agora, se o motivo da cesárea for circunstancial, nada impede que o segundo parto possa ser normal, embora nesse caso haja uma chance muito pequena, em torno de 0,5%, de ruptura de útero.

4. Posso engravidar enquanto amamento?
Pode, mas é melhor evitar. É comum, por exemplo, o filho mais velho achar que o recém-nascido roubou-lhe o peito, principalmente se a mãe interrompe a amamentação dele pouco tempo antes do parto. Além disso, é difícil para uma única mulher dar atenção a dois bebês muito pequeninos, mesmo que um esteja no ventre. Lembre-se de que uma criança com menos de 1 ano precisa muito da mãe. Os problemas podem ser ainda maiores se essa mãe tem uma relação difícil com o aleitamento. E vale o alerta: se você integrar um grupo de alto risco para parto prematuro, como é o caso de grávidas de gêmeos, a amamentação deverá ser interrompida. É que a sucção do peito, que estimula as contrações uterinas, pode precipitar o nascimento dos bebês.

5. Quais os prós de ter filhos com uma diferença de idade de um a dois anos?
Você passa pelo estresse de cuidar de seus bebês de uma vez só e consegue retomar tanto a vida conjugal plena como a social mais rapidamente. A pequena diferença de idade também favorece o companheirismo entre os irmãos, já que superarão praticamente juntos as mesmas fases da vida. Além disso, muitas vezes a dificuldade une ainda mais o casal e a maior competitividade dá mais traquejo aos pequenos para buscar soluções. Aqui uma dica preciosa é reservar um tempo do dia para dar atenção exclusiva do pai e da mãe ao filho mais velho para que ele se sinta afetivamente seguro.

6. Quais as desvantagens de ter um bebê logo após o outro?
É arriscado ter um bebê menos de um ano depois do primeiro parto. Seu organismo ainda não se recuperou totalmente da gravidez. Como já foi dito, a criança pode enfrentar problemas como anemia, abortamento espontâneo e parto prematuro. Do ponto de vista emocional, uma nova gravidez reduz a disponibilidade da mãe tanto para o filho mais velho como para o recém-nascido, o que tende a acirrar a competição afetiva entre ambos. Eles vão disputar tudo, de brinquedos a amigos, e as brigas podem ser francas e feias. E o pior: o marido tende a entrar também nessa disputa pela atenção da esposa. Além disso, dá muito trabalho cuidar de dois bebês pequenos ao mesmo tempo. Os pais de gêmeos que o digam! Pense que serão dois acordando de madrugada ou chorando por causa de fralda suja.

7. É verdade que o melhor intervalo de idade entre irmãos é de dois a cinco anos?
Em tese, sim. Passados dois anos, a mulher já está fisicamente recomposta, o casal se acostumou aos novos papéis, marido e mulher tiveram tempo para matar a saudade sexual e o primeiro filho já anda, come sozinho, largou a fralda e até vai à escola. Se financeira e emocionalmente for viável, esse é um bom intervalo. Mas há desvantagens. Imagine uma criança pulando perto da escada enquanto você amamenta o recém-nascido. Sim, você obrigatoriamente precisará de ajuda. Além disso, o ciúme do mais velho fará com que ele volte a ter comportamentos de bebê. E mais: apesar da proximidade da idade, os dois passarão por etapas diferentes de desenvolvimento, o que requer a energia e a atenção dos pais.

8. E se eu esperar mais de cinco anos para ter o segundo filho?
Se estiver disposta a trocar fralda depois de tanto tempo, essa é uma opção para quem busca tranquilidade. A competitividade entre os irmãos provavelmente será menor, o que reduz tanto a agressividade das crianças em busca de atenção como o estresse dos pais. Agora, o filho mais velho teve pelo menos cinco anos para aprender a se sentir único e pode reagir mal à chegada do bebê. Não são raros os casos de crianças com problemas de comportamento porque não tiveram a oportunidade de aprender a esperar sua vez, conviver com primos e amigos, dividir suas coisas e assim por diante. Outro erro comum é transformar o filho maior em babá e privá-lo da infância. Claro que ele pode ajudar, e isso é uma grande vantagem, mas a responsabilidade deverá ser sempre do adulto. Pense também que você terá de administrar necessidades muito diferentes.

9. Vou ter tempo para dar a atenção de que meu filho necessita e merece?
Um bebê precisa, sim, de muita atenção. Por isso, avalie bem a situação. Eu realmente desejo mais um filho? Terei o tempo e o suporte necessários para cuidar dele como quero? Poderei contar com a ajuda de avós, tios e padrinhos para dedicar a mim alguns momentos, nem que seja para dormir? Se a resposta for sim para essas perguntas, seu segundo filho estará bem acolhido.

10. Consigo dar conta de duas crianças pequenas?
Se forem muito pequenas, você precisará de ajuda muitas vezes. Nessa hora, o pai, os avôs e mesmo uma babá podem ser bastante úteis. Agora, se o mais velho já é independente para executar algumas tarefas, como comer e brincar, a missão fica menos complicada, embora a ajuda também seja bem-vinda e algumas vezes necessária. É preciso apenas tomar cuidado para não dar só atenção ao caçula.

11. Meu filho vai gostar de ter um irmão?
Ele vai gostar e odiar ao mesmo tempo. É uma ambivalência natural. Até porque o ciúme faz parte do processo. É comum e normal que o filho mais velho volte a fazer xixi na cama, peça chupeta e mamadeira, tenha dificuldade para dormir ou se alimentar e torne-se mais dengoso com os pais. Aqui o importante é tratar com naturalidade a situação. Tome cuidado apenas com atitudes muito agressivas.

12. Qual é a importância de ter um irmão?
É uma oportunidade para a criança aprender a lidar com a competição e a rivalidade. Com o irmão, aprende-se a dividir as coisas, a esperar para ter um desejo satisfeito e também a tolerar a frustração. São aspectos fundamentais para a boa convivência em sociedade. Pode ser doloroso perder a condição de exclusividade de um filho único, mas é gratificante ganhar o status de primogênito, de filho mais velho. Além disso, possibilita que se dilua entre os irmãos a responsabilidade de corresponder às expectativas dos pais.

13. Como diferencio a atenção às necessidades de dois filhos?
Se eles tiverem uma diferença de idade importante, isso fica mais evidente. Mas a tarefa de atender a suas necessidades vai exigir habilidades especiais para lidar com um filho bebê e outro em idade escolar ou adolescente, por exemplo. Ou um filho adulto e outro em idade escolar. Como já foi dito, é importante não transferir para o mais velho responsabilidades que são dos pais. Por outro lado, fique atenta para não tratar em bloco filhos em etapas de desenvolvimento semelhantes. As necessidades não são sempre as mesmas. Cada filho tem características e desejos próprios.

14. O novo bebê pode piorar a relação com meu marido?
Sim, principalmente se ela já não estivar boa. Portanto, acredite: filho não salva casamento e não deve vir ao mundo com essa missão! Diante de uma crise, o melhor a fazer é resolvê-la para depois pensar em um segundo filho. Agora, um segundo bebê pode criar desgastes na sua relação conjugal mesmo que tudo pareça bem. É que um quarto membro torna as relações familiares mais complexas, despertando sentimentos e situações que antes não eram experimentadas, como a rivalidade e o ciúme. As decisões são mais difíceis, o estresse tende a aumentar e o tempo para curtir a vida, ou simplesmente recarregar a bateria, fica menor. Paralelamente, o interesse sexual cai e os custos sobem. Portanto, olhe no olho do seu marido e veja se realmente vocês estão prontos para passar por tudo isso.

15. Vou conseguir conciliar minha carreira com as crianças?
Sem dúvida, mas será preciso organização, tranquilidade e definição de prioridades. Se optar por abandonar o trabalho durante um ano ou mais para se dedicar exclusivamente aos filhos, faça isso de maneira consciente e segura, sabendo que terá de recomeçar quase do zero, o que nem sempre é fácil. Também precisará de maturidade para não responsabilizar os filhos pelo rumo de sua carreira. Se a ideia for continuar trabalhando, isso terá um impacto na sua disponibilidade aos filhos e você precisará se esforçar para não sucumbir à culpa. Pense que cuidar de uma criança não significa passar 24 horas com elas. Escolher pessoas de confiança e capacitadas, que compartilhem de seus valores, para ficar com seus filhos também significa educar e amar, em uma escola, creche ou em casa. Em suma, fique em paz consigo mesma que tudo se resolve.

16. Como ficam os gastos com mais um filho?
Uma criança precisa ter o necessário e o suficiente, de acordo com as condições dos pais. A chegada de um segundo filho impacta o orçamento doméstico desde a gravidez. A família gasta com cuidados com o pré-natal, roupas novas para a mãe, enxoval do bebê, estruturação da casa, do quarto, berço, carrinho, plano de saúde, pediatra, babá ou creche... Enfim, não são poucos os gastos necessários para receber mais um filho. Além disso, é preciso estar consciente de que serão gastos por um longo tempo na vida, já que os filhos têm saído da casa dos pais cada vez mais tarde.

17. Devo me preocupar com a transmissão de doenças?
É claro que um irmão mais velho pode trazer doenças infecciosas da rua e transmiti-las ao mais novo. Mas os pais também podem. O que é importante para prevenir isso é tomar cuidados com a higiene de ambos, além de lavar as mãos para trocar o bebê e evitar o contato com o irmão gripado.

18. Já tenho um filho do primeiro casamento e meu segundo marido quer outro. O que faço?
Primeiro, veja se você também quer mais um filho. Se os dois estiverem de acordo, não há por que não tê-lo. Mas é importante considerar que as relações serão um pouco mais complexas do que as de famílias tradicionais. Isso porque orbitarão no núcleo da família não apenas os quatro avôs e demais parentes, mas também seu ex-marido e os avôs do seu primeiro filho, além de tios e primos. Certifique-se de que não haverá grandes conflitos nessa convivência.